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	<title>Brasileiros em Londres - A vida do imigrante em Londres &#187; Saúde na Inglaterra</title>
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	<description>Mais um blog sobre a vida de imigrante na Inglaterra.</description>
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		<title>O direito à saúde no Reino Unido</title>
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		<pubDate>Thu, 29 May 2008 15:54:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sofia Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Saúde na Inglaterra]]></category>
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		<description><![CDATA[Como é que funciona o sistema de saúde no Reino Unido? Todos têm direito de serem atendidos? E os imigranes ilegais? Também têm algum direito ao atendimento médico? Ao que tudo indica, a falta de informação e o medo levaram recentementeum brasileiro a morte, causando dor e preocupação à comunidade brasileira. Segue abaixo um reportagem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como é que funciona o sistema de saúde no Reino Unido? Todos têm direito de serem atendidos? E os imigranes ilegais? Também têm algum direito ao atendimento médico? Ao que tudo indica, a falta de informação e o medo levaram recentementeum brasileiro a morte, causando dor e preocupação à comunidade brasileira. Segue abaixo um reportagem publicada pela revista VERBO.<span id="more-45"></span></p>
<p>No dia 31 de março passado, o brasileiro Marley José de Oliveira Borges, de 36 anos, foi encontrado morto em seu quarto , no bairro de Harlesden. Segundo o laudo médico, ele morreu depois de sofrer um ataque epilético. Borges sofria dessa doença hávia muitos anos e estava aguardando por remédios que só chegaram do Brasil um dia após sua morte. &#8220;Foi uma morte absurda. Se esse rapaz tivesse procurado um hopital talvez ainda estivesse vivo hoje&#8221;, alertou Carlos Mellinger, presidente da ABRAS &#8211; Associação Brasileira no reino Unido.</p>
<p>Segundo Mellinger,, muitos brasileiros ficam com medo do que ele chamou de &#8220;terrorismo brasileiro&#8221;, onde as pessoas são desistimuladas e amedrontada por outros brasileiros a procurar ajuda, inclusive médica. &#8220;As pessoas ouvem de outros brasileiros que o GP e os hospitais chamam a imigração&#8221;, denunciou ele. &#8220;A falta de informação, aliada ao medo, é um problema sério&#8221; , ressaltou Carlos Mellinger. Comono último dia 30 de abril, quando um brasileiro que esteve na sede da ABRAS com muita febre e alto nível de açucar no sangue e n\ão queira ir ao hospital. &#8220;Ele estava muito mal mesmo e não queria que nós chamassemos a ambulância para levá-lo ao hospital. Estava com medo de ser deportado e só foi depois que o convencí de que não haveria problema algum&#8221;.</p>
<h3>Opções de ajuda</h3>
<p>Muitas pessoas não sabem que obter tratamento médico de emergência no reino Unido independe de se ter um visto válido ou não. Os hospitais possuem atendimento de emergência totalmente gratuito para todas as pessoas, independente da sua situação com a imigração ou tempo de permanência no país. Há ainda um amplo serviço de tradutores no NHS, mas muitas vezes não estão disponíveis de imediato nos hospitais. Por isso, o paciente que não fala inglês deve tentar levar alguém para ajudá-lo a se comunicar no hospital.</p>
<p>Dra. Rosana Marques, especialista em nefrologia pediátrica e ex-diretora do Hospital Infantil Darcy Vargas em São Pauulok acredita que a falta de informação contribui para que as pessoas não tenham a ajuda médica necessária e aconcelha as pessoas a utilizarem tanto a mídia impressa como a internet como canal de informação.</p>
<p>&#8220;O brasileiro ainda não esta acostumado a utilizar as informações que estaão facilmente acessíveis, e isso precisa mudar. Muitos serviços de de saúde oferecem inclusive o tradutor&#8221;. Segundo ela, a maior reclamação da comunidade brasileira é em relação ao método de atendimento dos médicos. &#8220;O atendimento médico aqui é muito diferente daquele que as pessoas recebem no Brasil. Não há aquele calor humano que os brasileiros estão acostumados a receber&#8221;", relatou a médica brasileira.</p>
<p>&#8220;Eu estive doente aqui, fui atendida no hospital e fiquei internada. Naquela época tinha visto de turista. Passado cinco anos, hoje estou matriculada no GP e recebo meus remédios de graça@, falou a brasileira A.Santos, que teve pronto atendimento em Londres, mesmo sendo turista. Para Santos, a organização dos GP&#8217;s e hospitais são o ponto forte no atendimento na Inglaterra. &#8220;A única coisa que é um pouco estranho é o contato com o médico que não transmite muita segurança, talvez pela maneira fira do atendimento&#8221;, completa.</p>
<p>&#8220;Quem está legal no país não tterá problema algum para ser atendido nos hospitais ou mesmo se registrar no GP (General Pratice). Os brasileiros e outros imigrantes ilegais encontram mais dificuldades, mas conseguem ser atendidos nas emergências&#8221;, orientou a médica brasileira. Segundo a dra. Marques, os brasileiros com ou sem visto, quando chegam a qualquer hospital no reino Unido são questinonados se possuem o Registro no General Pratice e são avaliados para saber se há ou não necessidade do paciente ser consultado pelo médico. Um alerta feito pela médica em relação às pessoas que estão com visto de turista válido é de que &#8220;as autoridades aconselham que os turistas tenham um seguro de viagem&#8221;.</p>
<p>Se o seu problema médico for considerado grave, precisar de internação e você não tiver um visto de residência no Reino Unido, provavelmente você precisará pagar por todos os serviços prestados a partir da internação no hospital. É o caso de uma brasileira que foi atropelada na saída de um bar brasileiro em Londres no inicio deste ano. Ela ficou internada por muitas semanas. &#8220;A conta dela ficou em trinta e oito mil libras. Mas como há o contato com a pessoa que a atropelou, essa pessoa terá que pagar tudo através do seguro do automóvel&#8221;, contou Carlo Mellinger.</p>
<p>Para que o serviço Nacional de Saúde (NHS) seja totalmente gratuito é necessária uma combinação de fatores como o visto atual do imigrante, seu tempo de residência e a natureza do tratamento requerido. Mesmo para a grande maioria dos residentes, alguns serviços não são completamente gratuitos, como por exemplo, o tratamento dentário, a quem o usuário deve pagar parte do custo do tratamento.</p>
<p>Uma médica britânica que trabalha no departamento geriátrico do Hospital Royal Free, ao norte de Londres, disse que &#8220;é muito triste saber que as pessoas estão morrendo por desinformação, pois as emerg6encias dos hospitais têm que atender a todas as pessoas, independente da sua situação migratória&#8221;, disse a médica, que falou extra-oficialmente e por isso não tem seu nome aqui revelado.</p>
<p>Segundo ela, os Walk-in Centres são ótimas opções para quem tem receio por não ter visto. &#8220;ninguém vai te pedir o passaporte e se voc6e não fala inglês, ainda providenciarão um tradutor se for necessário&#8221;.</p>
<p>Tem acesso gratuito ao NHS:</p>
<ul>
<li>Residentes legais com residência permanente;</li>
<li>Refugiados;</li>
<li>Estudantes com, no mínimo, seis meses de estada no país;</li>
<li>Solicitantes de asilo e</li>
<li>Pessoas com permissão de trabalho</li>
</ul>
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