Preconceito existe sim, sofro cada vez que passo pela imigração
Matéria extraida da revista Brasil etc.
A empresária Mônica, que mora na Inglaterra há quase 10 anos e viaja constantemente por causa do trabalho, conta de forma clara que existe preconceito contra brasileiro. Segundo ela, os europeus, de uma forma geral, vêem os imigrantes do Brasil como favelados e sem condições financeiras para fazer turismo. No depoimento a seguir, ela conta um pouco de suas desagradáveis aventuras pelos balcões de imigração na Europa e cobra do Governo atitutes mais sérias e severas para ajudar esses cidadãos que moram foram do território Nacional. “Por causa do meu trabalho viajo muito. Infelizmente, as experiências desagradáveis na Imigração sempre acontecem. Em cerca de 2 anos e meio fui 20 vezes ao Brasil e várias outras a Europa, América Central e África. Com isso, dá para se ter uma idéia de quantas vezes tive que ‘enfrentar’ o crivo das perguntas da Imigração. Não vou citar, obviamente, todas as situações que vivi, mas têm umas que, particularmente, me afetaram, me senti humilhada e discriminada.
Há três anos eu voltava do Brasil, via Amsterdã, com meu marido que é inglês. Cheguei ao aeroporto “London City” e era a única passageira “não européia” ou, ao menos, a única que foi para a fila designada. Todos os passageiros do avião foram liberados enquanto continuávamos (eu e meu marido, sempre passamos juntos) a responder as perguntas do oficial de imigração. Ele quis saber como tínhamos nos conhecido e toda a história até o casamento. Nos perguntou tanto, que a oficial que atendia os outros passageiros veio conversar com ele e disse para nos dispensar que estava tudo certo e, inclusive, pediu desculpas pelo “sistema” do país.
Dissemos, ainda com bom humor, que entendíamos. Logo que nos liberaram, alguns metrosà frente, três outros oficiais nos barraram – eles estavam próximos e viram, acho que até ouviram toda a conversa. Pediram meu passaporte e fizeram mais perguntas. Fomos novamente liberados. Logo a frente outro funcionário nos barrou e, dessa vez, para verificar nossa bagagem. É óbvio que a essa altura eu já estava cansada de toda a história e não entendia o “sistema”, vi toda a situação como preconceito mesmo. Eles tentaram, de todas as formas, barrarem minha entrada no país.
Mas, tiveram que me “engolir”. Alguns meses depois passei por outra situação desagradável, dessa vez para sair da Itália. Já tinha ido anteriormente ao país e não havia encontrado qualquer problema com imigração. Há cerca de dois anos estava retornando de viagem por outros países e a rota final era Milão-Londres. Eu e meu marido, mais uma vez, passamos juntos na imigração. Os passageiros já estavam embarcando e seríamos os últimos a entrar no ônibus que nos levaria até o avião.
Devo ressaltar que o posto de imigração fica bem próximo do ponto de embarque da companhia e os passageiros já no ônibus podiam ver a movimentação interna, pois a separação é de vidro e tudo bem próximo. Meu marido passou comigo e disse para eu esperar o carimbo no passaporte que ele já iria adiantar com a Companhia aérea. Isso na frente da oficial. Ela esperou ele sair e perguntou onde estava minha passagem.
Respondi: com ele! Mandou-me buscar o ticket para apresentar. Fui até onde ele estava e pedi, só que a essa altura as atendentes já haviam passado o ticket e eu trouxe apenas o canhoto para ela que disse que aquilo não valeria, eu teria que trazer a passagem inteira. Nesse ínterim, todos os passageiros do ônibus estavam olhando para mim, eu era a última passageira e estava atrasando o embarque, as funcionárias da Companhia também não entendiam porque eu precisava da passagem inteira.
A oficial de imigração estava com uma fisionomia irônica e olhando eu ir e vir do ponto de embarque. Quando meu marido voltou para dizer que não tínhamos mais a passagem inteira – que ela viu que a companhia tinha utilizado – ela nem olhou mais, bateu o carimbo e olhou na minha cara. Eu só disse para ela, em inglês, eu só quero sair desse país desgraçado! As funcionárias da companhia aérea olhavam para mim como se estivessem confusas. Meu marido disse a elas que não sabia por que ela tinha feito essas exigências comigo.
Respondi: porque eu não sou britânica! Entrei no ônibus com a cabeça baixa, sem poder olhar para os outros passageiros. Para mim estava escrito na minha testa “imigrante”. Até hoje quando comento essa situação fico com raiva e vejo, claramente, que foi uma demonstração de preconceito. Meu marido procura amenizar e diz que os italianos me amaram e por isso não queriam me deixar sair do país. O que me deixa mais furiosa é saber que sempre terei que passar por situações como essas, isso se repetirá, infelizmente.
Afinal, “não há discriminação contra os brasileiros”. Essa é a afirmação cômoda de nossos políticos ou das autoridades envolvidas na questão. Já li isso várias vezes, em jornais, internet, etc. O caso da estudante brasileira barrada na Espanha não é único, na verdade, é cotidiano. Mas, é mais cômodo nossas autoridades fecharem os olhos e dizerem “não há preconceito contra brasileiros”. Srs. Políticos e autoridades governamentais, se não há preconceito contra os brasileiros, há preconceito contra a minha pessoa! Eu sinto preconceito, eu sou discriminada a cada vez que passo pela imigração.
No mês passado vindo de Paris o oficial me perguntou quanto tempo eu pretendia ficar na Inglaterra. Ora! Eu respondi: Toda a minha vida! Se eu tenho residência, importa quanto tempo eu vou ficar? Não entendo e nunca entenderei porque tenho que contar minha vida a cada vez que entro no país. Sei que há leis e regras a serem seguidas. Não questiono isso. Mas, porque uma pessoa que já passou por todo o processo – e que não é simples – para conseguir sua permanência aqui tem que repetir a mesma história sempre. Sempre que leio sobre o assunto, vejo nossas autoridades dizendo que estão tratando do problema. Eu dou uma sugestão a eles: venham para a Europa e tentem entrar na imigração. Mas, não venham no “jatinho presidencial”, assim é fácil! O dia em que um senador, diplomata, for recusado na imigração de algum país, ficar horas ou mesmo dias esperando o vôo de volta, sem as “mordomias palacianas”, aí sim, eles saberão o que os brasileiros passam e, quem sabe, mudem suas atitudes. É fácil dizer que estão resolvendo a situação, sentados confortavelmente, longe da realidade de suas redomas.
Quero deixar claro, aqui, que quando questiono o posicionamento das autoridades brasileiras, sei que eles não têm poder para intervir nas leis de outros países. Mas, não sejamos ingênuos para perceber que muito mais pode ser feito. Foi preciso que essa estudante brasileira fizesse esse escândalo para que o assunto fosse comentado. Agora o Brasil recusa estrangeiros em seu território. Retaliação não resolverá a situação. Se a exigência de passagem de volta sempre existiu porque somente agora as autoridades brasileiras estão exigindo? O que o Brasil precisa é impor respeito para que, quem sabe, sejamos respeitados também.
Para começar, tratar com um pouco mais de respeito os brasileiros que estão aqui fora. Acredito que essa é a função dos Consulados e, pelo que tenho lido e ouvido, têm se mostrado bem ausentes e deixando muito a desejar.”



Dennis oh dear i can apologize about brazilians call foreigner people GRINGOS i think is not nice but some foreigners just love been called GRINGO so if u are not happy about immigrants come over here to work and life PLEASE u have to complain to your AUTHORITYS them in my view not are doing good job anyway your goverment dont have the money to investy this setor the same happen in brazil there are so many foreigner life bying property having good time without have rights ect.In brazil about 11 thousands brits life there and many more others nacionalities some are going bad things there.PLEASE BAD FOREIGNERS STAY IN YOUR COUNTRY.ALL the best for u take care.
PS sorry about my bad english
para telma,se nao tem assunto nao diga tonteria,idiota
sou totalmente de acordo com voce,moro na italia faz 3 anos e todo dia vejo brasileiro sendo discriminado aqui,pra eles brasileiras sao putas e brasileiros sao gigolos,eles condenam todo um povo por uma ou duas pessoas que fazem as coisas erradas,na televisao italiana mostram sò carnaval e trans,pra dizer a verdade os italianos sao mal agradecidos,porque quando teve a guerra na italia foram todo mundo correndo pro brasil,e tem um site brasileiro que fizeram em homenagem a italia que chamam os italianos de “BRAVA GENTE” enquanto os italianos chamam os brasileiros de protitutas e gigolos,tem discriminaçao simmmmmm e sinto muito por essas pessoas serem assim tao ignorantes e pequenas
na verdade os brasileiros sao discriminados pelos proprios brasileiros que muitas vezes vem para a europa sem documentaçao, conseguem graças a outras pessoas, ou por casamento ou por seja qual for o motivo e se acham por isso, se desfazendo dos demais…
Resposta de comentário de Mary:
Eu descordo plenamente com você. Cada caso é um caso, mas toda imigração da UE é igual. Eu fui recentemente a Europa ficar um mês com meu namorado alemão na Escócia onde ele mora. Quando fui para a Alemanhã, por eu ser tão branca quanto eles, o agente de imigração olhou duas vezes para minha cara, duas vezes para o meu passaporte, carimbou-o e disse BEM VINDA. Quando saí da Alemanhã e fui para a Escócia, um dos meus vôos foi cancelado e desembarquei em aeroporto diferente por causa da neve. O agente da imigração neste caso, olhou para minha cara e disse: VOCÊ É NÃO-EUROPEIA, mas no seu caso é só prencher esse formulário, assinar e voltar a fila. TODO MUNDO OLHA PRA VOCÊ ACHANDO QUE VOCÊ ESTÁ ILEGAL OU QUE ESTÁ SENDO BARRADO. Agora, se eu fosse uma mulata, do cabelo preto crespo, as coisas teriam sido muuuuuuito diferente, como eu pesenciei o caso da mulher casada com um britânico, com filho, brasileira com essas características físicas. Entra na salinha e responde umas perguntinhas. Se a mulher JÁ MORA LÁ, pra que perguntar quanto tempo ela vai viver no país? Até dia 21 de dezembro de 2012 quando acabar o mundo, está bem para vocês?
Acho que rola muito preconceito mesmo e isso não rola só com brasileiros ou latinos. Tenho um grande amigo que também mora na Escócia e ele é paquistanês. Quando ele me disse que iria morar lá, caso o pai dele não fosse milhonário, ele poderia dar adeus a esse sonho porque logo de cara a imigração iria fazer ele sentar e contar uma história. Com dinheiro você cala a boca de muita gente, mas se o fato dos brasileiros que moram lá não serem donas de montanhas de petrodollars significa que somos pobres miseráveis, PRA QUE ELES VÊEM AO BRASIL CONVIVER COM ESSA “GENTINHA”???