Como dói ouvir um “Eu te disse!” depois que alguma coisa dá errado.

Eu li este texto da Soninha Francine e me senti na pele de um dos personagens da estoria narrada.
Ha um ano atras cometi um erro, e ate hoje sou cobrado por isso. Nao me deixam esquecer…

Ano passado comprei uma Bike, e na hora que o rapaz estava montando, na prestei atencao que ele montou o bagageiro de forma incorreta, pequeno demais para o estilo da bike, hoje nao consigo usar esse bagageiro, e tenho que comprar outro. Tudo bem que foi uma falha minha de nao ter prestado atencao no momento que e o rapaz estava montando a Bike.

É que eu pensei que ele entendia de montar bicicleta, afinal ele trabalhava com isso. “Sorry” eu errei. Mas ate quando serei punida por isso. E que ainda ontem, me lembraram disso, um ano depois…Bem, leiam o texto, quems abe tambem vcs se encontram…

Mania de vencer

“Das brigas que ganhei, nem um troféu como lembrança pra casa eu levei” (Pato Fu)

 

Anos atrás, li na revista Seleções um relato divertido e tocante de uma situação ao mesmo tempo corriqueira e decisiva na vida de um casal.Uma mulher contava como conseguiu, com algum esforço, resistir à tentação de castigar o marido com um “Eu não disse?” depois de uma genuína demonstração de teimosia.

A história era mais ou menos assim: o marido resolveu usar o trator para um serviço no sítio. Cuidadosamente, ela pergunta: “O chão não está molhado demais para isso?””Imagine, está ótimo.””E você não precisa de ajuda?””Claro que não, eu dou conta.””Tem certeza que o trator agüenta?” Depois de uma resposta já com sinais de irritação, ela desiste de se certificar das precauções necessárias e se recolhe a suas tarefas. Logo depois, da janela da cozinha, a esposa vê o desastre anunciado: o trator afundando no solo fofo, destruindo parte do serviço já feito e encalhando de tal jeito que seria impossível sair da lama sozinho. Sem hesitar, ela liga para o vizinho, que vem com um jipe ajudar a rebocar o trator e o marido.

Terminada a operação, com o marido previsivelmente enfurecido e envergonhado, ela não disse uma palavra. Nem fez cara de triunfo. Sabia que não precisava. Gostei tanto do texto, pelo estilo e pelo conteúdo, que reli umas três vezes.Devia ter feito mais: xerocado e pendurado uma cópia no mural ao lado da mesa de trabalho, outra na geladeira, outra no criado-mudo.Assim, quem sabe, não seria idiota a ponto de fazer exatamente aquilo que a mulher sabiamente conseguiu evitar.

Um dia desses, um amigo tomou uma decisão da qual eu discordava. Expus meus argumentos, ele ouviu atentamente, concordou em parte, mas não seguiu minha sugestão.Depois de duas ou três semanas, triste, amargurado, disse que estava arrependido, e citou dois ou três motivos que eu mesma havia invocado antes. E eu… Insensível e inoportuna, não resisti: “Bem que eu avisei”.
Decepcionado, ele disse que se arrependia de ter desabafado comigo. Decepcionada, me arrependi amargamente de ter tripudiado.

Por que a gente faz isso? Fácil: por orgulho e vaidade. Pela vontade irresistível de ser declarado vencedor de uma discussão; de ser reconhecido como o bom, o tal, o que tinha razão. E qual o prêmio? Nenhum. Em caso de extrema magnanimidade do “derrotado”, talvez um aplauso dolorido: “É, você avisou”.Mas, mais provavelmente, o que se ganha é ressentimento, mágoa, desconfiança por parte daquele que se sentiu espezinhado justamente quando estava por baixo.

Orgulho é um veneno muito insidioso. Os budistas costumam dizer que é o primeiro obstáculo a ser superado no caminho do aprendizado (porque você precisa reconhecer, humildemente, que não sabe alguma coisa e aceitar que alguém ensine) e também o último (depois você fica se achando o tal porque sabe algo que os outros não sabem). E é hábil e resistente, porque quando você consegue morder a língua e resistir à tentação de se gabar, fica secretamente esperando o aplauso por ter sido compreensivo e modesto.Agora o que resta é pedir desculpas e torcer para conseguir resistir à tentação da próxima vez.

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